Sáb, 18 de Maio de 2013

O que andam falando...


Na primeira quinzena de abril de 1980, estive em Bs. As. por conta da revista Exame, que publicou uma matéria elementar sobre a experiência monetarista argentina, inspirada pelo Consenso de Washington, precursor da globalização em andamento. Para o Coojornal, apurei um monte de informações política s e econômicas resumidas na matéria Argentina: no vás más!, capa do jornal nº 53, de maio de 1980. Uma das matérias mais gratificantes da mi vida de periodista.
(Geraldo Hasse)

Lembro do Vieira me chamando para a fundação da Coojornal e daquela primeira reunião; lembro da esperança e da novidade que a Coojornal significou para todos nós, jornalistas; lembro de matérias que fiz e do clima de atividade e paixão profissional que reinava na casa; lembro das prisões; lembro de vários colegas; e lembro do final melancólico.
(Regina Vasquez, jornalista)

Ganhei a assinatura do Coojornal como presente de aniversário da minha irmã,( de saudosa memória) e passei a assinar por alguns anos. Era minha leitura preferida, sempre aguardada com muita expectativa. Fiquei muito contente ao ver o resgate da memória daqueles tempos de ditadura.
(André Luiz Gil Carniel, empresário)

Parabéns pelo projeto. Fui correspondente do Coojornal em Paris nos anos 1970. Fiz uma entrevista exclusiva com os Tupamaros no exílio e isto custou-me um mandado de prisão como agente dos guerrilheiros uruguaios. Entrevistei Brizola, Angela Davis, René Dumont, Marek Halter entre outros. Estou à disposição para colaborar. Moro em Brasilia e sou professora na UnB.
(Zélia leal, jornalista e professora)

Tenho guardados ainda, alguns jornais de 1978/79. Foi numa época em que estava ávida de informação, nos meus 18/19 anos. Gostei tanto das reportagens que tenho eles guardados até agora. O que lembro são as reportagens mesmo, sobre Lutzenberger, Bolívia, desmatamento da Amazônia, os atentados às tabacarias de POA, o desaparecimento de Lilian Celiberti e seu companheiro...
(Elisa Helena Kuhn Maillard, enfermeira)

Matérias que me impressionaram: (1) relatório do Exército sobre a Guerrilha de Caparaó e (2) Sobre a "degola" na revolução de 1893.
(Luzi Fernando Schiavon, advogado)

Trago comigo, tão só, a lembrança, boa, da leitura ávida de um jornal combativo, guerreiro mesmo, de opinião, em um momento em que buscávamos - e conseguimos! - modos de aliviar o torniquete político e social que nos era aplicado pelo governo militar. O Coojornal em muito me ajudou a enxe rgar melhor o "mundo" do Brasil naquele período de sua profícua existência.
(Paulo de Assis Bergmann, servidor público)

No final dos anos de chumbo, vender o Coojornal e o Pasquim era arriscado, e para muitos donos de banca de revistas n aqui em Porto Alegre não valia a pena correr este risco, de ter sua banca queimada por um incêndio criminoso. Poucos tiveram o discernimento e a coragem que meu pai(José do Calmo) possuía. Não foi uma "ditabranda" como afirmou um jornaleco, atingiu inclusive pessoas quem não tinha militância politico-partidária.
(Cláudio Calmo, publicitário)

A espera ansiosa, nas bancas, pela chegada de uma nova edição.
(Enrique Serra Padrós, professor universitário)

Fui associada, vivi intensamente a Cooperativa, desde a proposta de sua criação até seu fechamento/encerramento (?) e fiz várias matérias para o Coojornal. Minha coleção completa doei para a biblioteca da Associação Riograndense de Imprensa.
(Santa Irene Lopes, jornalista)


Eu trabalhava na veja, e fui por um tempo cobrador das mensalidades dos associados. Em uma folga na Redação da veja, eu ia de Redação em Redação, efetuando a cobrança dos associados.

(Aristóteles "Tota" Azevedo)

Era um espaço de resistência à ditadura.
(Hélio Casarotto, industriário)


A nossa virada comercial depois do episódio A&C. A criação do Rancho, do Ano Economico. Como foi o apoio do Geerdau. Como a Imcosul e a Unimed enfretaram o Cel Marksen. O Boa Nota, O Jornal da Gente, O Gaucho. Existia vida além do próprio Coojornal, apoiadores importantes. etc
(Enio Lindenbaum, publicitário)


Olha, pessoal, o CooJornal faz parte da minha trajetória de vida profissional, desde o início mesmo. Eu trabalhava de secretária na redação da Folha da Tarde, e um dia a Polaka veio oferecer uma notas promissórias pra gente assinar como sócios da Coojornal. Eu já tinha estado em algumas reuniões nas quais se falava de um Jornal dos Jornalistas, etc. Quando a Polaka trouxe as promissórias imediatamente aderi ao projeto e fui me inserindo mais nas equipes que foram se formando. Muitas coisas a gente vivenciou na redação do Jornal, e depois como free-lancer eu trabalhei no Estado do Rio Grande, um outro jornal criado pela Cooperativa dos Jornalistas. Bom, foi assim que iniciei propriamente a minha atividade profissional, e depois seguindo adiante com a produção em rádio, tv, mais jornal, revistas, etc. Passei por assessorias de imprensa, de sindicatos e campanhas eleitorais para o governo do Estado e prefeitura de Porto Alegre, virei uma defensora da Comunicação Comunitária, junto aos movimentos sociais, e hoje sou professora no curso de Jornalismo na Universidade Feevale, em Novo Hamburgo. Nesse caminho fiz a graduação, o mestrado e o doutorado. E me orgulho muito de ser jornalista e ter feito parte do quadro de sócios fundadores da Co oJornal e ter trabalhado lá. E mais, ter conhecido tanta gente boa do jornalismo gaúcho!!!
(Neuza Ribeiro, jornalista e professor universitária)


À época, diretor do SESI/RS, contratei a Cooperativa dos Jornalistas para produzir, editando, o jornal do SESI que, entendo, foi de importância para o projeto da referida Cooperativa.
(Luiz Octavio Vieira, médico e advogado)


Na época era adolescente e procurava me manter informado dos movimentos políticos e sociais que resistiam ao sistema então implantado à força. Comentava com alguns amigos e conhecidos as publicações de cada edição.
(Everton Luís Mendes de Jesus, professor)


Acho que foi em novembro de 1978, na edição, saiu uma matéria sobre a então nova geração que levava adainte o Movimento Estudantil secundarista, fui um dos entrevistados. Sei que um dos repórteres era o Rafael Guimaraens, ou outro eu não se era Chico Daniel ou Najar Tubino...
(José Weis, jornalista)


Nada importante, apenas para agradecer a iniciativa. Eu era uma jovem educadora de teatro popular em São PAulo, em meio às gaves, e lia com entusiasmo o Coojornal, o que me inspirou a ser jornalista. Abs.
(Cacia Cortêz, jornalista)

Caracterizou-se por denunciar a repressão ditatorial, sofrendo por isso sérias intimidações do governo e de grupos de extrema-direita. Mesmo assim, somou forças com movimentos sociais e com grupos e partidos políticos de oposição na luta pela reabertura política que marcaram o período 1974-1985 no Brasil. Lembro-me que o Coojornal atingiu seu ápice financeiro em meados de 1977, possuindo 260 pontos de venda em Porto Alegre, assim em 27 de agosto de 1974, no Salão Nobre da Associação Rio-Grandense de Imprensa, em Porto Alegre, era fundada a Cooperativa dos Jornalistas de Porto Alegre Ltda., ou simplesmente Coojornal, sendo a primeira experiência do gênero no País e que ao meu ver inspirou projetos parecidos em todo o Brasil. Em novembro de 1975 surgia o Coojornal, como um boletim interno da cooperativa, com tiragem de 3.500 exemplares. Quase um ano depois, passava de um boletim de oito páginas dirigido aos jornalistas para um mensário de 28 páginas, se não me engano, ou algo próximo a isso. O jornal, de formato tablóide, circulou entre outubro de 1976 e março de 1983. Foi o alternativo gaúcho com maior tempo de existência, de uma longevidade incomum para os periódicos do tipo: no RS, me lembro que o Coojornal era expedido em Porto Alegre e da capital dos gaúchos buscava os leitores no RJ, SP, MG e em outros dez estados brasileiros..................é mais ou menos isso que me lembro. Fascinava-me os textos com informações sobre as guerrilhas.....o trabalho da oposição ao regime militar etc.
(Mario Gaglietti (professor e pesquisador)


Fui o sócio 105. Baseado em São Paulo, onde arrebanhava frilas e vendia assinaturas do mensário. Tive participação intensa no período 1976/79, durante o qual cheguei a projetar trocar Sampa por Poa e a Veja pelo Coojornal.
(Geraldo Hasse, jornalista)


O nível do COOJORNAL era celebrado entre todos os leitores. Lembro também da indignação que sentimos quando houve as prisões dos Diretores.
(Marlise Saueressig, atriz)

Na verdade, tenho apenas 27 anos e não vivi a época do Coojornal, porém foi objeto de estudo da minha monografia para conclusão do curso de Jornalismo. Posso contribuir com as informações que já levantei.
(Letícia Heizelmann, jornalista)

Eu fiz minha monografia, na PUC, em 1992, sobre o Coojornal. Entrevistei um monte de gente bacana, até o saudoso Antoninho Gonzales. Deve estar arquivada na biblioteca da universidade. Boa sorte no projeto.
(Vladimir Platonow)

Ter sido um associado por cotas pagas a prestação vendidas a mim por Vera Tereza Costa. Ter participado do mutirão de execução para publicar a edição de resistência à prisão dos dirigentes da Coojornal.
(Adroaldo Correa, jornalista)

Quem não lembra da prisão dos repórteres Roswita Saueressig, Osmar Trindade e Rafael Guimarães? Quem não lembra das pressões dos milicos sobre os anunciantes? Quem não lembra das edições censuradas?
(Bolívar Almeida, professor)

Eu era aluno do Curso de Jornalismo, e tinha todos os exemplares do Coojornal, doados para uma biblioteca do interior do estado. Acho que, infelizmente, os exemplares não foram bem guardados.
(Sergio Augistín, professor universitário)


Reportagem sobre o exílio de Brizola em Nova Iorque.
(Affonso Ritter, jornalista)

Houve uma entrevista da Elis em que ela falava num artística (falta de novs bons compositores e que os antigos estavam eles mesmo gravando suas música) e pessoal (em que pensara até em suicidío)...havia emprestado o exemplar e nunca me devolveram, aliás, disseram que JAMAIS, iam me devolver. Sei q ue o destaque vai ser mais de matérias( algumas geniais diga-se) sobre o período, mas se puder incluir essa reportagem/entrevista agradeço. Em tempo, em qualquer situação vou adquirir o exemplar. parabéns pela iniciativa, um abraço.
(Sergio Santos Magalhães, professor)

Eu era amigo da direção do Coojornal e mesmo sendo recomendado a não fazer pela repressão,arrumava anúcios para manter o jornal.Participei também de assembléias memoráveis de eleições da cooperativa.
(Laerte Martins, publicitário)

Lio o Coojornal na década de 70, juntamente com o Pasquim
(Osmar Barreto Filho, advogado)

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