Ter, 21 de Maio de 2013
No dia 9 de junho, no Vestíbulo Nobre da Assembleia Legislativa RS, ocorreu a abertura da Exposição de Capas do Coojornal e a sessão de autógrafos do livro "Coojornal -- um jornal de jornalistas sob o regime militar", que marcou seu lançamento. Confira as imagens. Produção: Filé Filmes.
No dia 10 de junho, no Teatro Dante Barone da AL/RS, ocorreu o debate com a presença dos ex-coojornalistas Ayrton Centeno, Elmar Bones, Jorge Polydoro, José Antonio Vieira da Cunha e Rafael Guimaraens, evento que fez parte do lançamento do Projeto CooJornal. Assista na íntegra o registro do encontro. O vídeo está dividido em seis partes. Produção: Filé Filmes.

TVE exibe documentário sobre a história do Coojornal

24

No próximo sábado, 2 de julho, a TVE irá recuperar a trajetória do Coojornal, publicação editada pela Cooperativa dos Jornalistas de Porto Alegre (1975-1982). A partir das 22h, a emissora exibirá o documentário produzido pela Manga Rosa Filmes, que tem cerca de uma hora de duração e traz depoimentos de jornalistas e colaboradores do Coojornal. Profissionais como Ayrton Centeno, Elmar Bones, Edgar Vasques, Eduardo Bueno, Jacqueline Joner, José Guaraci Fraga, José Vieira da Cunha, Jorge Polydoro, Juarez Fonseca, Marco Túlio de Rose, Rafael Guimaraens, entre outros, relatam a experiência de terem integrado a equipe do jornal.

O filme 'Coojornal – um jornal de jornalistas sob o regime militar' é dirigido por Carlos Carmo, tem pesquisa e roteiro de Ayrton Centeno e fotografia de Jaime Lerner. A produção faz parte do Projeto Coojornal, lançado no início de junho, e que tem o objetivo de resgatar a memória do mensário. Também fazem parte do projeto um livro de reportagens selecionadas e uma exposição de capas.

O projeto, realizado pela editora Libretos, se completará com a digitalização de todas as edições da extinta publicação. Os exemplares da publicação serão escaneados e catalogados para pesquisas online. A coleção digital, que terá 500 exemplares, será doada para os institutos de pesquisa em Comunicação do Estado.

VERSÃO DOS JORNALISTAS – Junho 2011-06-29

Verso_dos_Jornalistas_-_Junho_2011

ZERO HORA, CULTURA (18 de junho de 2011)

ZERO_HORA_18_de_junho

Blog registra lançamento de livro e documentário do Coojornal

20

Está no blog Saitica, do fotógrafo Daniel de Andrade Simões e da professora Stella Petrasi, um amplo registro fotográfico sobre o lançamento do livro e documentário que resgatam a história do Coojornal, publicação mensal da Cooperativa de Jornalistas de Porto Alegre editada entre 1975 e 1982 e que foi considerada um dos principais jornais alternativos do país na época. O documentário tem uma hora e traz depoimentos de colaboradores e simpatizantes da publicação.

No saguão nobre da Assembleia Legislativa (Praça Marechal Deodoro, 101) ficará aberta, até o dia 17, a exposição que reproduz as 82 capas do periódico. A exposição também integra o projeto "Coojornal: trajetória de um jornal de jornalistas sob o regime militar", iniciativa de editora Libretos. O projeto prevê que cada ex-associado da Cooperativa dos Jornalistas tem direito a um exemplar do livro com DVD. Para isto, deve enviar um pedido informando nome, endereço, RG e CPF para Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. .

Apresentação do documentário sobre Coojornal foi um sucesso

19

Um público de quase 400 pessoas acompanhou, na noite desta quinta-feira, 9, a primeira apresentaçãodo documentário que registra, através de depoimentos de jornalistas e antigos colaboradores, a história do Coojornal, o mensário da extinta Cooperativa dos Jornalistas, que circulou entre os anos de 1975 e 1983. O evento ocorreu no Teatro Dante Barone, da Assembleia Legislativa, e foi seguido do lançamento do livro "Coojornal: um jornal de jornalistas sob o regime militar", organizado pelos jornalistas Ayrton Centeno, Elmar Bones e Rafael Guimaraens. Os presentes, muitos deles jornalistas, aplaudiram o documentário, com alguns registrando que se emocionaram com o trabalho apresentado.

O documentário será reapresentado logo mais, às 19h, no mesmo local, seguido de um debate do qual participarão os três organizadores e os jornalistas José Antonio Vieira da Cunha e Jorge Polydoro, ex-dirigentes da cooperativa.

No evento de ontem, a secretária de Comunicação Social e Inclusão Digital, jornalista Vera Spolidoro, representou o governador do Estado, Tarso Genro. O deputado Raul Pont (PT) saudou os presentes como representante do Legislativo, ressaltando que o jornal durou "menos de 10 anos, mas que marcaram profundamente a imprensa gaúcha". Este evento, afirmou, "vai nos permitir uma revisão daquele período tão rico, em que nada era muito claro, tudo era cinzento, da luta das pessoas pela conquista de espaços, pela anistia, pela volta dos exilados, movimentos que desembocaram na reorganização partidária".

O presidente da Assembleia, Adão Villaverde, em viagem a Portugal, deixou uma mesnagem em que registra que "este resgate do Coojornal é totalmente imprescindível. Primeiro, porque foi um jornal extremamente relevante como veículo de comunicação de corajosa atuação de resistência à ditadura e de defesa do processo de redemocratização do Brasil". E também porque "contribuiu na formação de profissionais altamente qualificados que honraram o jornalismo gaúcho. Com isso, somou diferenciais que o tornaram uma fonte inesgotável de informações ofertadas à minha geração como preciosos subsídios para nossos posicionamentos naqueles anos de censura e obscurecimento da nossa história".

De Moçambique, onde reside e trabalha, o repórter do Coojornal, jornalista Licínio Azevedo, também enviou mensagem onde diz que "naqueles tempos complicados, Moçambique alimentou o nosso imaginário sobre uma nova África, onde, tal como Angola e Guiné-Bissau, o povo lutava pela sua independência". Licínio registra também que "naquele momento, em Moçambique, podia-se dizer que havia uma sucursal do Coojornal. Hoje ainda há um correspondente". No caso, ele, que atua como cineasta no país africano.

No Vestíbulo Nobre da Assembleia ficará até o dia 17 a exposição das 82 capas do Coojornal, que podem ser vistas de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 18h30.

Livro e DVD sobre Coojornal tem lançamento na Assembleia Legislativa

18

GILMAR EITELWEIN -

Coojornal, um jornal de jornalistas sob o regime militar será lançado nesta quinta-feira, 9 de junho, às 19h, em evento festivo no Vestíbulo Nobre da Assembleia Legislativa. O livro, organizado pelos jornalistas Rafael Guimaraens, Ayrton Centeno e Elmar Bones, relata a história do jornal que foi editado de forma cooperativada por jornalistas entre 1975 e 1983, tornando-se um dos principais veículos independentes na luta contra o governo militar, pela democracia e liberdade de expressão.

Nesta quinta, haverá apresentação do documentário e abertura da exposição de capas do jornal. Sexta-feira, dia 10, às 19h, está previsto debate com a participação dos jornalistas Elmar Bones, Vieira da Cunha, Ayrton Centeno e Jorge Polydoro.

O livro reproduz algumas das principais reportagens, cerca de 30, transcritas na íntegra, envolvendo nomes como Leonel Brizola, Chico Buarque de Hollanda, Henfil, Elis Regina, José Lutzenberger, Golbery do Couto e Silva, Dom Vicente Scherer, entre outros.

Acompanha a publicação um DVD com documentário de uma hora com depoimentos fundadores, associados e colaboradores do projeto.

Oposição – O Coojornal representou um caso bem sucedido de trabalho cooperativado, onde trabalhadores associados conseguiram sustentar, por anos e com autonomia, um jornal crítico da ideologia dominante, tendo sido a única cooperativa importante de jornalistas a explorar a fundo e de forma consciente o ideal cooperativo, explica um dos autores, Rafael Guimaraens.

"A principal função ideológica do Coojornal, ao longo de sua história, foi o fortalecimento da oposição ao regime ditatorial".

A publicação apoiou direta ou indiretamente partidos políticos e movimentos sociais de oposição, apresentando matérias críticas sobre questões nacionais e internacionais (especialmente latino americanas) de política, economia e cultura. Tratou de ditaduras latino americanas dos anos 1960 e 1970 e suas práticas repressivas (Brasil em especial); Operação Condor; conservadorismo de setores da Igreja Católica; greves, sindicalismo, cooperativismo e lutas dos trabalhadores; grande imprensa; guerrilha; imperialismo; corrupção; violência contra mulheres e crianças; dentre outros temas.

O Coojornal atingiu seu ápice financeiro em meados de 1977, possuindo 260 pontos de venda em Porto Alegre. No final dos anos 1970, uma matéria sobre a quantidade de cidadãos cassados durante a ditadura militar (4.682 até então) afastaria grande parte da publicidade e marcaria o início de sua derrocada. Entre os autores das matérias figuram Caco Barcellos, André Pereira, Eduardo Bueno e Luis Claudio Cunha.

À noite tem debate sobre a trajetória do Coojornal

17

Logo mais, às 19h, realiza-se a segunda etapa de lançamento do projeto que resgata a história do Coojornal, publicação mensal da Cooperativa de Jornalistas de Porto Alegre editada entre 1974 e 1982 e que foi considerada um dos principais jornais alternativos do País na época. Haverá apresentação de documentário de uma hora, com depoimentos de colaboradores e simpatizantes da publicação, seguida de um debate sobre a história do jornal e da cooperativa. Do debate participarão os jornalistas José Antonio Vieira da Cunha, primeiro presidente da entidade, Jorge Polydoro, que foi diretor, e os organizadores do livro Elmar Bones, Rafael Guimaraens e Ayrton Centeno.

Aos estudantes que participarem da sessão comentada serão concedidos certificados de participação, que contarão como três horas de atividades complementares. No saguão nobre da Assembleia (Praça Marechal Deodoro, 101) ficará aberta, até o dia 17, a exposição que reproduz as 82 capas do periódico. A exposição faz parte do projeto "Coojornal: trajetória de um jornal de jornalistas sob o regime militar". Todas as atividades têm entrada franca. A iniciativa é resultado de uma parceria entre o Legislativo e a editora Libretos, com patrocínio da Caixa Econômica Federal e da Petrobras.

Na noite de ontem, depois da primeira apresentação do documentário, foi lançada uma coletânea de 33 reportagens do jornal, seguida de sessão de autógrafos com os organizadores e ex-dirigentes da extinta Cooperativa dos Jornalistas. Exemplares do livro "Coojornal: um jornal de jornalistas sob o regime militar" ficarão à disposição do público na Biblioteca Borges de Medeiros, no Solar dos Câmara (Duque de Caxias, 968).

O Coojornal foi concebido como um boletim interno da Cooperativa, mas a demanda cresceu, o número de páginas foi multiplicado, e a circulação passou a ser nacional. Diversos jornalistas gaúchos que viviam em outros Estados atuavam como correspondentes. Às vezes, matérias que saíam reduzidas em periódicos do Centro do País eram divulgadas na íntegra pelo Coojornal, que permitia a publicação sem assinatura para evitar embaraços.

Duas reportagens atraíram em especial a reação da ditadura ao Coojornal: uma sobre a quantidade de cidadãos cassados desde o golpe militar, em 31 de março, e outra sobre documentos secretos do Exército relativos à repressão à guerrilha no Brasil. Assim, a reação dos militares e a fuga de anunciantes, associadas a questões trabalhistas, resultaram na extinção do periódico.

Aberta na Assembleia programação que resgata história do Coojornal

16

Numa noite marcada por muita emoção, com o Teatro Dante Barone quase totalmente lotado, por uma maioria de jornalistas e outras pessoas que tiveram alguma vinculação com a história da publicação, o livro "Coojornal: um jornal de jornalistas sob o regime militar" foi lançado nesta quinta-feira (9) no Vestíbulo Nobre da Assembleia, depois de uma apresentação de documentário, com depoimentos de jornalistas que viveram a sua história.

Representando o presidente da Assembleia, deputado Adão Villaverde (PT), o deputado Raul Pont (PT), que chegou a atuar no Coojornal como articulista, saudou os presentes, ressaltando que o jornal durou "menos de dez anos, mas que marcaram profundamente a imprensa gaúcha". Para Raul, este evento "vai nos permitir uma revisão daquele período tão rico, em que nada era muito claro, tudo era cinzento, da luta das pessoas pela conquista de espaços, pela anistia, pela volta dos exilados, movimentos que desembocaram na reorganização partidária. E nós temos grande orgulho de ter comparttilhado, reconquistando os direitos políticos, de votar na nossa cidade". A secretária de Comunicação Social e Inclusão Digital, jornalista Vera Spolidoro, representou o governador do estado, Tarso Genro, no evento.

Resgate totalmente imprescindível

Adão Villaverde, em viagem a Portugal, disse em mensagem lida pelo jornalista Rafael Guimaraens que "impedido de compartilhar, como gostaria, este momento tão importante de homenagem ao Coojornal, saúdo a todos com sincero prazer e grande alegria. Este resgate do Coojornal é totalmente imprescindível. Primeiro, porque foi um jornal extremamente relevante como veículo de comunicação de corajosa atuação de resistência à ditadura e de defesa do processo de redemocratização do Brasil". Mas também porque "contribuiu na formação de profissionais altamente qualificados que honraram o jornalismo gaúcho. Com isso, somou diferenciais que o tornaram uma fonte inesgotável de informações ofertadas à minha geração como preciosos subsídios para nossos posicionamentosa naqueles anos de censura e obscuecimento da nossa história".

De Moçambique, onde reside e trabalha, o repórter do Coojornal Licínio Azevedo também enviou mensagem onde diz que "naqueles tempos complicados, Moçambique alimentou o nosso imaginário sobre uma nova África, onde tal como Angola e Guiné-Bissau, o povo lutava pela sua independência. Aqui viveu e trabalhou vários anos Osmar Trindade, cuja trajetória como jornalista foi intimamente ligada ao Coojornal. A sua vinda para cá foi uma consequência do seu trabalho no Coojornal. Foi aqui que conhecemos o bravo fotógrafo Daniel de Andrade. outro coojornalista amigo de fé e sua companheira também colaboradora do Coojornal, Stella Petrasi. Nosso trabalho em conjunto em Moçambique foi uma continuação das ideias e políticas do Coojornal, adaptadas, claro, à realidade local". Licínio encerra dizendo que "naquele momento, em Moçambique, podia-se dizer que havia uma sucursal do Coojornal. Hoje ainda há um correspondente".

A obra reúne 33 reportagens da publicação mensal da Cooperativa de Jornalistas de Porto Alegre que atuou na resistência à ditadura. O projeto de resgate da história do periódico inclui exposição de capas, debate e exibição de documentário, também lançado nesta quinta. Todas as atividades têm entrada franca. A iniciativa é resultado de uma parceria entre o Legislativo e a editora Libretos, com patrocínio da Caixa Econômica Federal e da Petrobras.

Debate nesta sexta-feira

No Vestíbulo Nobre da Assembleia podem ser vistas 82 capas do Coojornal. Elas seguem expostas até 17 de junho, com visitas de segunda a sexta, das 8h30 às 18h30. A programação desta sexta-feira (10) inclui ainda a exibição de um documentário sobre o jornal, no Teatro Dante Barone, seguida de debate com os jornalistas Jorge Polydoro e José Antonio Vieira da Cunha e os organizadores do livro Elmar Bones, Rafael Guimaraens e Ayrton Centeno. A sessão comentada contará como três horas de atividade complementar para estudantes universitários, que receberão certificados de participação.

O Coojornal foi concebido como um boletim interno da Cooperativa, mas a demanda cresceu, o número de páginas foi multiplicado, e a circulação passou a ser nacional. Diversos jornalistas gaúchos que viviam em outros estados atuavam como correspondentes. Às vezes, matérias que saíam reduzidas em periódicos do Centro do País eram divulgadas na íntegra pelo Coojornal, que permitia a publicação sem assinatura para evitar embaraços.

Duas reportagens são particularmente associadas ao fim do Coojornal: uma sobre a quantidade de cidadãos cassados durante a ditadura e outra sobre documentos secretos do Exército relativos à repressão de guerrilheiros. Assim, a reação dos militares e a fuga de anunciantes, associadas a questões trabalhistas, resultaram na extinção do periódico.

Documentário do Coojornal é produção da Manga Rosa

15

É produção da Manga Rosa Filmes o documentário "Coojornal – Um jornal de jornalistas sob o regime militar", que será apresentado logo mais às 19h, em evento no Teatro Dante Barone, da Assembleia Legislativa. Com cerca de uma hora de duração, a produção recupera a trajetória de um dos mais importantes jornais nacionais durante o período da ditadura brasileira: o Coojornal, que teve 78 edições mensais publicadas em Porto Alegre entre 1975 e 1982.

"A nossa ideia com esse documentário era resgatar também a emoção que seus profissionais sentem por terem participado de uma iniciativa que marcou a vida de todos nós", disse o diretor Carlos Carmo. O documentário tem pesquisa e roteiro de Ayrton Centeno, fotografia de Jaime Lerner e produção de Cintia Helena e Juliana Schuck. Suas primeiras exibições públicas ocorrerão nesta quinta-feira, 9, e amanhã, 10, também às 19h. Essa segunda sessão será seguida por um debate com ex-integrantes da equipe do jornal. O Projeto Coojornal tem o objetivo de resgatar a memória do mensário editado pela Cooperativa dos Jornalistas de Porto Alegre, de marcante atuação na luta pela redemocratização do país. O Coojornal se caracterizou pela valorização da reportagem e a coragem de retratar a realidade brasileira num momento em que o Brasil vivia sob uma ditadura militar.

Com mais de 10 horas de depoimentos coletados pela equipe da Manga Rosa, a intenção inicial de um vídeo de 24 minutos foi logo alterada para o formato final de uma hora, para contemplar o melhor possível a riqueza dos depoimentos registrados. Entre os entrevistados estão profissionais como Elmar Bones, Jorge Polydoro, Eduardo 'Peninha' Bueno, André Pereira, José Antonio Vieira da Cunha, Santiago, Jacqueline Joner, Luiz Achutti e Paulo de Tarso Ricordi, entre outros.

550_regua_horizontal_coo-2